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Arquivo de junho, 2009

Estudioso mostra como patrimônio cultural pode ser valorizado com o uso das tecnologias - Proxímo encontro do CECC

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RIO - Está mais do que na hora de as tecnologias digitais ajudarem a derrubar as paredes dos museus e de outros sisudos guardiões da arte e da cultura. O acesso ao conhecimento, afinal, tem que ser geral e irrestrito. E a internet é um instrumento fundamental para difundir e contextualizar o acervo cultural escondido por aí. Sabe disso, por exemplo, o Arturo Colorado Castellary, professor da Faculdade de Ciências da Informação na Universidad Complutense de Madri. Entre várias áreas de interesse, Arturo acompanha atentamente a influência das tecnologias sobre a arte e a difusão cultural. Assunto vastíssimo.

Circulando pelo Brasil há mais de um mês, sempre muito bem acompanhado, o gente boa Arturo será o principal convidado de um seminário sobre patrimônio cultural na era da cultura digital, a ser realizado na próxima segunda-feira, dia 29. Não perca. Será no Oi Casa Grande (Av. Afrânio de Melo Franco 290, Leblon), a partir das 19h. Inscrições e informações: www.espm.br ou (21) 2216-2002. A DIGITAL estará lá, fazendo as honras.

Para muita gente, museus parecem mausoléus, com ambientes quase assustadores. Como a tecnologia pode mudar esse jeitão pouco convidativo?

Os museus são grandes mausoléus da cultura, onde se expõem as obras como objeto de adoração, descontextualizadas de sua origem. E o espectador já vai ao museu com um atitude prévia de obrigatoriamente adorar as obras de arte, mas nem as entende de fato. Só que a obra de arte é comunicação e, com isso, esse fenômeno da comunicação acabou morrendo em grande medida.

É aí que entra a tecnologia…

Sim. As TIC (tecnologias da informação e comunicação) podem romper essa contradição fornecendo acesso às obras, dando chaves de compreensão e difundindo a cultura para o grande público.

Mas a maioria dos museus tem seus sites. E lembro que, na década de 90, a IBM patrocinou a digitalização de parte do acervo de muitos museus do mundo.

Os museus estavam entre as instituições pioneiras na adoção das novas tecnologias, lá nos anos 90. Começaram a produzir CD-ROMs etc. Mas me pergunto por que eles se limitam, hoje, a criar uma página web que mais se parece com a “cultura Gutemberg”, apenas com textos ilustrados com imagens. Ainda não aprenderam a explorar suficientemente, de maneira intensiva, a linguagem hipermídia. Os museus de ciências, por exemplo, até que estão aplicando bem essa experiência, mas os de arte são bastante refratários.

E o que os museus poderiam fazer de diferente?

Creio que o grande desafio é a incorporação da linguagem digital dentro do museu. Por que não ter quiosques multimídias ao lado de grandes obras em museus como o Prado, de Madri? Eles ajudam a contextualizar obras complexas. As apostas dos museus ainda são muito tímidas no que diz respeito à incorporação da cultura digital.

Essa facilidade ao acesso também não diminuiria as visitas aos museus e bibliotecas?

O grande desafio da cultura contemporânea é possibilitar acesso livre a todos os bens culturais, arquivos, museus e bibliotecas. Todo seu conteúdo tem que estar digitalizado e disponível na internet. Mas a verdade é que as pessoas estão indo mais aos museus, que estão vivendo uma explosão extraordinária. É o turismo cultural, que invade os espaços históricos de maneira maciça, numa espécie de paixão desenfreada.

Tem muito a ver com consumo.

O homem de hoje tem um apetite ilimitado por consumo, e o passado histórico faz parte disso. Fazemos turismo cultural, e é uma forma de consumo porque nos disseram que temos que ver as obras primas mitificadas. Vá ao Louvre e você verá a Mona Lisa cercada por milhares de turistas…

… japoneses…

Principalmente. Mas o certo é que a internet potencializa a visita ao museu. E permite chances de compreensão prévia, facilita o acesso.

Mas voltemos às TIC. Qual o papel da tecnologia?

A tecnologia, por si só, não é suficiente. Estamos de acordo que as TIC são fundamentais, mas o conteúdo tem importância paralela. A tecnologia, por mais avançada que seja, (não funciona) se não estiver acompanhada de um conteúdo adequado à interatividade que ela permite. É na união entre conteúdo e tecnologia, sabendo-se explorar as possibilidades de hipermídia, que se encontra o resultado. Por isso, o autor tem que saber explorar a linguagem hipermídia, para que o resultado seja criativo e inovador.

Estamos longe disso?

Temo que sim. É suficiente que entremos na web para comprovar que a maior parte dos sites é de textos ilustrados com imagens, e só isso. Pouca gente está privilegiando a interação, o movimento, a navegação. É aí que está a chave da linguagem, o 3D, a navegação interativa… Naturalmente, a banda larga é a condição prévia para tudo isso de que estamos falando. Somente assim poderemos mudar radicalmente a forma de obter conhecimento. Essa é a chave.

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Retirado de O Globo

Caligrafia virtual

Este sistema reproduz exatamente a sensação da caligrafia. O sistema é composto por uma camera industria as 60 fps, uma lâmpada caseira e uma interface touch screen. A interface permite com que a pessoa escolha a textura, largura, altura e cor. Veja o vídeo como funciona o mecanismo:

A Economia do Entretenimento

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Richard Florida é professor de Economia Social na Universidade de Toronto e autor do livro The Rise of the Creative Class. And How It’s Transforming Work, Leisure and Everyday Life. Ainda não editado no Brasil.

Por ser um apaixonado por música, Richard, lançou um novo projeto onde esta pesquisando a “música e a economia do entretenimento” através de um blog e vários “papers” em fase de conclusão. Além de pensar para onde a indústria da música e do entretenimento como todo está indo, Florida busca analisar e mapear a história social da música principalmente no EUA.

O Trabalho é bem interessante e busca tambem uma análise geografica do assunto. Florida, é um dos grandes pensadores de que a cidade que você mora, afeta voce de algum jeito na sua profissão. Ou seja, a cidade melhores para se viver para certas profissões. Para quem quiser enteder mais sobre o assunto, recomendo este google talk com ele:

Facebook X Twitter

Foi feito um inforgráfico comparando as duas maiores ferramentas de midias sociais hoje (para ver maior só clicar na imagem):

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Bing Bing!

20, junho, 2009 admin Sem comentários

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Bing é a mais nova ferramenta de busca na internet. Pertencente à maior empresa de softwares, a Microsoft, lançou um novo sistema para indexação e de busca. O Bing tem um layout bem mais moderno e inovador pois ele usa imagens aleatórias para o plano de fundo da página do buscador. Esta ferramenta é muito completa pois podemos fazer busca de pessoas, busca por roteiros completos de viagens, vídeos, ou seja, tudo e um pouco mais do que o seu concorrente oferece. O Bing oferece bem menos resultados de busca do que o Google porém ele encontra resultados bem mais refinados e precisos. Não acredito que ele ultrapasse o Google mas com certeza, para nós internautas, será mais uma nova opção de busca de informações na web.

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HI - HUMAN INTERFACE: Interação humana via touchscreen

O Multitouch Barcelona apresentou várias interefaces interativas, dentre elas, essa interface humana inusitada:

Hi from Multitouch Barcelona on Vimeo.

Outra foi a GUTEN TOUCH, que proporciona uma aventura visual e interativa com quem interage com as telas (veja com o som ligado):

Enquanto isso em Cannes…

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A Arte Fala

Em uma exposição ano passado na Corea. Entusiastas das artes tiveram a oportunidade de falar e fazer perguntas a seus pintores e quadros favoritos.  Através do uso de hologramas qualquer pessoa podia ali na exposição tirar suas dúvidas com a Mona Lisa ou Leonardo DaVinci.

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Banner que interage com o Twitter

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Para a campanha “Meet the Volkswagens”, foi criado um banner que brinca com o perfil dos usuários no Twitter. Você digita o seu nome no Twitter e, fazendo uma análise dos feeds, ele te recomenda um modelo da linha de produtos da marca. O modo como é feita esta avaliação, quais os parâmetros e critérios ultilizados para julgar cade perfil, não foi anunciado pela empresa . Ainda assim, o ineditismo e a ludicidade fazem com que a ação seja encarada com bons olhos. Confiram aqui.

Adicione o Pan Media Lab no Twitter!

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O Museu no Seu Bolso

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A empresa Antenna Audio Inc, acabou de lançar uma “free app” que leva os usuários do Iphone a um tour por mais de 250 peças da linda coleção da National Gallery de londres. A  ‘Love Art’ não só apresenta os trabalhos em belas imagens em alta resolução, mas também, permite  que os mesmos interajam com a curadoria da galeria através de vídeos, comentários de audio e organizações temáticas.

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