Ao longo dos anos a gigante dos sistemas operacionais lançou através de pequenos vídeos uma serie chamada “Microsoft’s Future Vision”. Até agora foram 5 temas: Retail (supermercados e lojas), banco, saúde, produção industrial e produtividade.
Através dos vídeos, a Microsoft tenta ilustrar um futuro próximo, onde cada vez mais estaremos envolvidos por tecnologia e ambientes midiáticos.
Retail:
Imagine uma loja do futuro onde você pode rapidamente achar e comprar qualquer coisa que precise; você tem acesso instantâneo a informações do produto que deseja; e a loja poderá antecipar suas necessidades e com isso poderá oferecer preços e produtos de acordo com seu histórico de compras
Banco:
Imagine uma “experiencia de banco” onde você esta sempre conectado as suas finanças, bancos são habilitados para antecipar suas necessidades, e transações são constantes através das tecnologias “preditivas” - onde quer que você esteja, em um parque, em casa ou até andando na rua.
Produção industrial:
Imagine um ambiente de produção do futuro onde trabalhadores colaboram constantemente entre diferentes fusos horários, tecnologias “preditivas” deixam o processo autônomo, e sistemas de senso e reposta estão conectados entre organizações, levando a uma melhor inovação, a melhores eficiências, e mais flexibilidade para produtos personalizados.
Saúde:
Imagine um futuro onde você pode monitorar a sua saúde através de aparelhos inteligentes e conectados, onde seu “time” de saúde pode trocar dados sem problemas, e médicos são habilitados a ver seu histórico em múltiplas plataformas - todas levando a um cuidado personalizado melhor, mais rápido e seguro.
Produtividade e sustentabilidade:
A visão a longo prazo da Microsoft de produtividade explora como nós iremos criar e trocar conteúdo; colaborar entre times, organizações e redes; e como nós iremos ganhar “insights” baseados em preferencias e intenções contextualmente relevantes e “atencipativos”.
Tudo isso apresentado já esta sendo desenvolvido ou pensado pela própria Microsoft ou se não por seus parceiros. Ou seja, estaremos vendo num futuro bem próximo (o vídeo anuncia 2019) algumas destas tecnologias já no nosso dia-a-dia.
E para terminar, já fizeram um spoof de um dos vídeos. A internet não perde tempo…
Mudança. Essa foi a palavra de 2008 e é hoje a palavra para explicar o que está acontecendo com a arcaica “cadeia produtiva da música”. O responsável por essa mudança, é um viciado em computador, ex-drogado, geek assumido, genial músico e fã da Apple.
Tret Reznor, é o líder do Nine Inch Nails (NIN), banda que faz um som voltado pro rock alternativo/ metal industrial. Além de querer soar diferente, Reznor, pensa e tenta a cada dia aos poucos, renovar e transformar a indústria da música, não só nos EUA, mas no mundo todo.
Ao perceber que havia algo de errado a sua relação com a gravadora:
(”One of the biggest wake-up calls of my career was when I saw a record contract. I said, ‘Wait - you sell it for $18.98 and I make 80 cents? And I have to pay you back the money you lent me to make it and then you own it? Who the f**k made that rule? Oh! The record labels made it because artists are dumb and they’ll sign anything’ - like I did. When we found out we’d been released (from their recording contract) it was like, ‘Thank God!’. But 20 minutes later it was, ‘Uh-oh, now what are we going to do?’ It was incredibly liberating, and it was terrifying.”)
Trent, não renovou seu contrato e decidiu, resolver seus problemas por conta própria. Como ele mesmo falou, músicos devem explorar outras maneiras de vender sua música, e não preferir acreditar na gravadora. “Como uma artista, você agora é um “marketeiro”.”
Com esse pensamento, Reznor, começou a investir cada vez mais no meio digital. Remodelou totalmente o nin.com privilegiando a interativo, ou seja web 2.0. Com um a ajuda dos fãs, que funcionam como admistradores do site, ele se tornou um sucesso de acesso e referencia hoje para outras bandas que querem de alguma forma se criar tribos de seus fãs. Apesar de não concordar que as pessoas não devem pagar por música, viu a tendência e disponibilizou, show, CDs, vídeos, tudo que você possa imaginar de graça para seus fãs, a preço de um cadastro em seu site.
Em 2007 junto a empresa 42entertaiment criou um ARG (alternate-reality gama) para explicar seu álbum “Year Zero” e claro, o jogo foi um sucesso de participação. Começando ai, um experimento chamado de Fansourcing (fãs + crowdsourcing), que agora com o lançamento de sua App para o iphone, está cada vez mais inerente nos pensamentos sobre o futuro da industria da música.
O guru do marketing, Seth Godin, já dizia em seu blog:
“The important distinction here is that music labels used to be in the business of grabbing shelf space, on the radio and in the record store. Now, the music industry needs to realign and be in the business of finding and connecting and leading groups of people who want to follow a musician and connect with the other people who want to do the same… “.
É com esse pensamento que o NIN, lançou a sua inovadora app.
A blogueira Adriana Amaral, resumiu muito bem qual o sentido do aplicativo: “Ele permitirá a confluência entre todas as plataformas e distribuição de material midiático da banda com atualizações (fotos, vídeos, áudios) de fãs diretos dos shows e integração com o google maps, GPS, etc. O aplicativo também enfatiza a questão da conversação entre os fãs criando uma base de dados completa sobre o perfil do fã da banda (veja o vídeo abaixo para os detalhes) na qual eles podem localizar outros fãs dentro do sistema, em uma espécie de rede social móvel dos fãs da banda.”
O vídeo ilustra perfeitamente como funciona o sistema, que tem tudo para dar certo.
Hoje, pode se ver, cada vez mais artistas saindo de suas gravadoras, e buscando novos, meios e mídias para divulgar e vender seu trabalho. Com essa visão, e já apadrinhado por Trent Reznor, criou-se a http://topspinmedia.com/about/ - uma empresa que “proporciona a artistas ferramentas para construírem modelos de negócios de sucesso. Como eles mesmo explicam:
“Topspin is a media technology company dedicated to developing leading-edge marketing software and services that help artists and their partners build businesses and brands. We help artists manage their catalogs, connect with fans, and generate demand for music.”
Ame-o, odeio-o, seja ele um gênio, ou um palhaço qualquer, o cara ta buscando fazer algo, mudar um sistema que ninguém (ok, umas 50 pessoas no máximo) acredita mais. Um sistema que reluta em se atualizar como de novo aponta, Trent:
“Anyone who’s an executive at a record label does not understand what the internet is, how it works, how people use it, how fans and consumers interact — no idea,” he declares. “I’m surprised they know how to use e-mail. They have built a business around selling plastic discs, and nobody wants plastic discs anymore.”
É assim que Trent Michael Reznor, começou uma revolução. Nunca sozinho, sempre tendo 2 fiéis e incomparáveis parceiros, o fã como um consultor, pensador, e criador de conteúdo e claro a internet e as mídias digitais. Trent Reznor é hoje o músico mais transmidiático ou panmidiático do mundo.
Nesta resposta, Reznor da dicas para bandas que querem usar a internet para divulgar seu trabalho e fala sobre seu aplicativo para Iphone:
Junto com a empresa de marketing experimental BRC Imagination Arts, a Heineken desenvolveu em sua fábrica na Holanda, uma jornada interativa na historia da marca e do processo de produção.
Os visitantes, Poe seus sentidos aos limites, enquanto eles, vêem, cheiram, toquem, e experimente tudo que vai na produção de um Heineken. Um passeio de efeitos especiais permite que visitantes participem no processo de produção da cerveja, desde sua concepção até a finalização.
O Trend Watching fez um relatório muito interessante nesta nova tendência de criar Brand Spaces (espaços de marcas), para divulgar a sua marca e atrair consumidores. Os brand Spaces são nada mais e nada menos do que espaços de entretenimento, onde o consumidor pode vivenciar a marca. Por exemplo: Uma loja de artigos esportivos na Alemanha criou em sua loja, um lago onde as pessoas podem testar botes caiaques - uma grande geladeira, para que se possa experimentar os casacos em temperaturas abaixo de zero - uma sala onde se chove e testa a impermeabilidade de seu casaco e sapatos, e muitas outras coisas. Através destas ações, a loja hoje, se tornou a maior loja de artigos esportivos da Alemanha tanto em vendas quanto em tamanho.
Para quem quiser se aprofundar no assunto, ha o relatório do Trend Watching e a Exame da quinzena passada veio com uma reportagem.
Uma lista de 10 interfaces que já existem e outras que estão vindo por ai.
Fez: 2D/3D Gaming Experience
Ao longo dos anos nos acostumamos ao tradicional experiência do jogo 2D. o Fez proporciona aos jogadores uma nova perspectiva para um novo nível de “gaming experience”.
Vidro futuristico
Este conceito busca integrar as capacidades dos serviços online no nosso dia-dia. Como agora é possível acessar a Web em qualquer lugar, a qualquer hora, este pode usar a mobilidade para várias aplicações. Pode ser um assistente em um Tour pela cidade, traduzir textos, olhar informações em uma enciclopédia etc.
jDome: Um novo nível de “Gaming Experience”
o Jdone deixa com que o usuário veja 50% a mais do jogo que esteja jogando. A idéia principal esta por trás da interface para alterar o campo de visão em um jogo com comandos simples e o uso de um projetor para prover os usuários com uma visão 180 graus.
Motorolla Sparrow
O Motorola Sparrow supostamente vai fazer clientes consigam pagar mais rapidamente suas comparar em lojas que tenham um ponto de venda por celular. O celular combina um scanner, um sistema de ponto de venda, RFDI, comunicação e leitor de cartão de crédito. Tanto na frente quanto atrás, o Sparrow é equipado com áreas sensíveis a toque, que supostamente fazem com que a navegação seja mais fácil.
Brainloop: Controle por pensamento
BrainLoop é uma plataforma interativa que permite usuário manipularem objetos na tela somente com o cérebro.
Eyeliner 3D
Eyeliner 3D é um projetor HD que basicamente usa projeções inovadoras em HD para produzir imagens holográficas em três dimensões em um palco. Foi usada recentemente para promover o Toyota Auris em um shopping na Europa.
faceAPI
faceAPI é uma tecnologia que permitirá a busca tri-dimensional de cabeças e caras usando uma webcam junto com um software de busca.
Ringo: Interface usuária holográfica
Ringo é um conceito que demonstra a simples possibilidade de ter uma sombra holográfica ao invés de um PDA ou um celular.
Foi criada para criar a mixada experiência da realidade: A interface junta sons e imagens para uma rica interação. “projetores suspendidos no teto geram imagens criadas no computador em mesas e interfaces. Esta imagem muda em tempo real como se estivessem fisicamente atreladas as interfaces quando os jogadores estão operando-as
uvLayer
uvLayer é uma aplicação na web que foi construída para a ferramenta AIR. O uvLayer oferece aos seus visitantes uma interface de Drag and Drop - arraste e solte - para vídeos. Usuários podem mexes vídeos, escolher os melhores visualmente e grupá-los como na vida real.
Ultimo Click
Próximo Localizada no Comcast Center, esta tela de vídeo de 10 milhões de pixeis é dita como a maior tela de LED de 4 milímetros no mundo.
Cobertos por vidros, painéis de LED que através da pressão se acendem e com isso criam pegadas “digitais” ao longo do tempo. Esta foi uma instalação, criada para passar a mensagem de que as pessoas precisam se lembrar das suas ” pegadas ecológicas”.
A plataforma multimídia de musica, 3VOOR12, que é transmitida através do broadcaster holandês VPRO, esta testando um novo mapa de lugares quentes para o festival de musica de Lowlands. Usando a familiar terminologia Quente ou não (hot or not) os visitantes d0 festival poderão mostrar quais das 20 casas de shows esta apresentando o show mais “bombante” do momento. O sistema de voto será rodado através de uma App de celular que os usuários poderão baixar para seus celulares através do Wifi. Considerando as longas distancias entre as casas de show , como acontece no Lowlands, um mapa de controle de público atualizado a cada minuto é uma idéia inteligente, especialmente se usuários pudessem ver votos de pessoas que gostam das mesmas bandas que eles.
Este é um grupo que promove ações em museus, na cidade, em prédios, etc. que se utilizam do uso de SMS. Um dos cases mais legais foi uma ação feita no Brooklin no dia de Halloween. Onde se juntou o filme Night of the Living Dead com SMS. Funciona com as pessoas mandando mensagens para a próxima fala em forma de texto e com isso corta o filme para que sua mensagem seja exibida no próximo quadro com fala.
Outra ação interessante aconteceu em Roma. O teto do espaço cultural Rialto Santambrogio tinha acabado de ser renovado. Com isso o grupo se inspirou na Capela Sistina de Michelangelo. Então se utilizou a famosa imagem da criação de adão para a ação. As pessoas mandavam seu SMS para ilustrar a fala do personagem da pintura. Era tudo automático e sem censura ou qualquer filtro.
Ação da Microsoft onde realiza desejo de muitos gamers: Jogar vídeo game na maior tela possível. Para a mesma campanha foi criado uma página no Myspace onde é pedido que se postem locações e fotos da ação.
O PANMEDIA LAB é o laboratório da ESPM de pesquisas e análises em mídias, entretenimento, design e intervenções artísticas (daí o acrônimo p.an. m.e.d.i.a.). Assim, dedica-se às investigações em torno das inovações e dos usos das tecnologias relacionadas ao universo da comunicação, do design, do entretenimento e das artes midiáticas. Temas como propaganda e marketing digital, consumo, linguagens e identidades na cibercultura, digital trash, blogosfera e games são, assim, alguns dos objetos que este laboratório investiga, entendendo-os como elementos que compõem a complexa e dinâmica cultura midiática contemporânea.
O laboratório é formado por alunos e professores da ESPM-RJ, dirigido pelos professores Dr. Vinícius Andrade Pereira e Ms.a. Andrea Hecksher.