Dirigido por Masashi Kawamura, Hal Kirkland, Magico Nakamura e Masayoshi Nakamura, a banda Sour teve a idéia de fazer um clipe usando somente a webcam do Macbook Pro. Fãs da banda foram selecionados e instruídos por um minucioso pré-planejamento.Alem de ser uma idéia inovadora, o banda acaba criando um novo tipo de linguagem para o youtube. Quando tempo para a publicidade adaptar a idéia?
O vídeo trata do tema cultura livre de informação, fazendo uma analogia entre a internet e a locomotiva no transporte de bens.
No dia 8 de Julho, este tema, juntamente com o tema de criação coletiva, fará parte de um dos Projetos de Graduação em Design na ESPM. A apresentação é aberta, e todos serão bem vindos.
Em outubro de 2004, o editor da Wired, Cris Anderson, lançou na capa da revista, a sua teoria da “Cauda Longa. Ela proprunha que em um mundo com acesso a internet difundido , não faz mais sentido apelar para o apetite do público pelos cd, dvd e livros mais popular. Ao invés, seria nescessario focar em um nicho, pelo menor que ele seja. Segundo anderson, o custo baixo de atingir consumidores pela internet, permite que milhares de negócios de nichos até então, não lucrativos, comecem a lucrar. Criando assim, a curva de lorenz, apelidada de cauda longa.
Agora um novo estudo feito por Eric Garland, propõe, que a cauda longa, não se aplica na troca de musica através do sistema peer-to-peer (P2P), seja ela, legal ou ilegal. O estudo, conlcui que os consumidores estão inclinados a buscar as mesmas músicas seja por meio ilegais, legais ou no mercado tradicional. O que é “popular é popular”, os mais arquivos trocados nas redes P2P, são tambem os mais vendidos nos meios legais.
Garland fala: Ainda esperamos por ver um lançamento popular no mercado pirata que tambem não tenha sido um hit no mercado licenciado.” Em seu trabalho, disponível aqui, ele cria, a própria curva do P2P:
A pesquisa é bem interessante, e vale a pena ser lida por quem quer entender o mercado da pirataria hoje. Mas devemos lembrar que a cauda longa não era só sobre pirataria, a teoria inicial, como já mostado, tinha como premissa que, a tecnologia digital/internet permetia a cauda longa do consumo de mídia extendida, comparada com o mundo offline onde há um limite de espaço nas prateleiras.
Na próxima semana nos dias 19,20 e 27 e 28, acontece o II Ciclo de Palestras da Rede Rio Música, uma iniciativa que busca discutir todos os apectos da cadeia produtiva da economia da música.O tema deste ciclo terá enfasê no mercado independente, os painéis abordarão, os novos suportes sonoros para a música independente, as recentes transformações da industria da música e as oportunidades para a produção independente, o Papel do jornalismo cultural na construção da cena ndependente e os novos negócios musicais.
Começa hoje na Inglaterra, mais especificamente na bela Brighton, o The Great Escape, o SXSW da Europa. Pra quem não conhece um o SXSW e hoje o maior festival de música do mundo, conta com 400 shows de bandas de todos os estilos espalhadas pelos bares de Austin, Texas. O SXSW alem da proporcionar a musica ao vivo, busca também, discutir e apresentar novas ideias, para a industria do entretenimento, através de Painéis, keynotes e entrevistas, com atuantes, empreendedores e criadores da industria.
O The Great Escape, tem o mesmo princípio. Entre seus pais de 20 painéis, aqui vai as discussões mais interessantes:
“Atraindo a Geração MP3: uma tentativa de educação musical”:
Ira discutir projetos de música inovadores e de ultima geração desenvolvidos para jovens.
“Soltando um milhão de spams antes de finalmente lançar: analisando o estado da indústria do entretenimento”:Promovendo o turismo, ócio e a indústria da música, a empressa Wittdo pega expertise e tecnologia das grandes corporações e aplica aos governos e as industrias para ajuda-los a entender o comportamento do consumidor através de previsões e análises inteligentes da demanda. A palestra será com Crhis Jenkins, o chefe da área internacional da empresa que explora o buraco em que os especialistas de marketing da industria se encontram ao tentar empurrar um produto ao consumidor ao invés de focar em uma demanda endereçada.
“A cauda muito longa e fina do peer-to-peer”: irá discutir uma pesquisa ainda não apresentanda sobre os prós e contras da comunidade Bitorrent.
“Modelos de negócios do século XXI” - Painel irá explorar, os mais novos e competentes modelos de negócios e serviços digitais. O painél contará com o criador do Music Ally (empresa que solta, boletins e reportagens diárias sobre a cena de musica digital, analisando as implicações legais e comerciais de como a tecnologia esta mudando a industria do entretenimento.
O festival ainda tera muitos outros painéis. Mas infelizmente não haverá transmissão ao vivo pela internet. Mas e esperado que os principais sejam postados on-line.
Para saber mais sobre as bandas e os painéis é so entra lá no site do festival.
O modelo desses 2 festivais ajuda a pensar também, como podemos pensar, e prever o futuro dos festivais aqui no Brasil. O nosso país, já se consolidou, no mercado de festivais, temos o Terra, Goiania Noise, Virada cultural e muitos outros. Esse ano aconteceu no Rio o Summer Music Conference que buscou (um pouco parecido com esses 2) discutir a cena eletrônica nos pais e no mundo. Mas Seria possível um projeto como o SXSW e o The Great Escape, aqui no Brasil? Seria essa uma das soluções para os problemas que a economia trouxe a outros grandes festivais como, o Tim, Motomix e Nokia Trends? Será que pegar 3 dias no calendário carioca ou paulista e fazer uma grande festival/conferência de música, que busca também discutir as indústrias que o permeiam, não só no Brasil mais como em toda américa latina, não daria um modelo de negócios de sucesso? Será? Fica ai a ideia
Venho ao longo de 2 post, mostrando algumas das novidades na indústria fonográfica. A mas recente vem da Austrália, através do site Posse.com.
Várias companhias já permitem, consumidores, a ajuda-las a divulgar suas bandas favoritas em troca de prêmios. Agora a posse, esta oferecendo dinheiro para quem quiser divulgar concertos também.
Você faz o registro de graça no site e escolhe os shows que estão com os ingressos a venda através de uma lista. Com isso, os concertos escolhidos por você são adicionados ao seus favoritos e então, você deve colocar anúncios e link para os shows no seu MySpace, Facebook, na assinatura do email, no twitter ou em qualquer outro site. Cada vez que uma pessoa clica por um de seus links e compra um ingresso (a empresa de vendas neste caso é a Ticketmaster), você ganha uma comissão de 5%, que são pagos até 14 dias depois de o evento acontecer.
O site ainda esta presente só na Austrália, mas há planos de expansão pelo mundo tudo.
Mudança. Essa foi a palavra de 2008 e é hoje a palavra para explicar o que está acontecendo com a arcaica “cadeia produtiva da música”. O responsável por essa mudança, é um viciado em computador, ex-drogado, geek assumido, genial músico e fã da Apple.
Tret Reznor, é o líder do Nine Inch Nails (NIN), banda que faz um som voltado pro rock alternativo/ metal industrial. Além de querer soar diferente, Reznor, pensa e tenta a cada dia aos poucos, renovar e transformar a indústria da música, não só nos EUA, mas no mundo todo.
Ao perceber que havia algo de errado a sua relação com a gravadora:
(”One of the biggest wake-up calls of my career was when I saw a record contract. I said, ‘Wait - you sell it for $18.98 and I make 80 cents? And I have to pay you back the money you lent me to make it and then you own it? Who the f**k made that rule? Oh! The record labels made it because artists are dumb and they’ll sign anything’ - like I did. When we found out we’d been released (from their recording contract) it was like, ‘Thank God!’. But 20 minutes later it was, ‘Uh-oh, now what are we going to do?’ It was incredibly liberating, and it was terrifying.”)
Trent, não renovou seu contrato e decidiu, resolver seus problemas por conta própria. Como ele mesmo falou, músicos devem explorar outras maneiras de vender sua música, e não preferir acreditar na gravadora. “Como uma artista, você agora é um “marketeiro”.”
Com esse pensamento, Reznor, começou a investir cada vez mais no meio digital. Remodelou totalmente o nin.com privilegiando a interativo, ou seja web 2.0. Com um a ajuda dos fãs, que funcionam como admistradores do site, ele se tornou um sucesso de acesso e referencia hoje para outras bandas que querem de alguma forma se criar tribos de seus fãs. Apesar de não concordar que as pessoas não devem pagar por música, viu a tendência e disponibilizou, show, CDs, vídeos, tudo que você possa imaginar de graça para seus fãs, a preço de um cadastro em seu site.
Em 2007 junto a empresa 42entertaiment criou um ARG (alternate-reality gama) para explicar seu álbum “Year Zero” e claro, o jogo foi um sucesso de participação. Começando ai, um experimento chamado de Fansourcing (fãs + crowdsourcing), que agora com o lançamento de sua App para o iphone, está cada vez mais inerente nos pensamentos sobre o futuro da industria da música.
O guru do marketing, Seth Godin, já dizia em seu blog:
“The important distinction here is that music labels used to be in the business of grabbing shelf space, on the radio and in the record store. Now, the music industry needs to realign and be in the business of finding and connecting and leading groups of people who want to follow a musician and connect with the other people who want to do the same… “.
É com esse pensamento que o NIN, lançou a sua inovadora app.
A blogueira Adriana Amaral, resumiu muito bem qual o sentido do aplicativo: “Ele permitirá a confluência entre todas as plataformas e distribuição de material midiático da banda com atualizações (fotos, vídeos, áudios) de fãs diretos dos shows e integração com o google maps, GPS, etc. O aplicativo também enfatiza a questão da conversação entre os fãs criando uma base de dados completa sobre o perfil do fã da banda (veja o vídeo abaixo para os detalhes) na qual eles podem localizar outros fãs dentro do sistema, em uma espécie de rede social móvel dos fãs da banda.”
O vídeo ilustra perfeitamente como funciona o sistema, que tem tudo para dar certo.
Hoje, pode se ver, cada vez mais artistas saindo de suas gravadoras, e buscando novos, meios e mídias para divulgar e vender seu trabalho. Com essa visão, e já apadrinhado por Trent Reznor, criou-se a http://topspinmedia.com/about/ - uma empresa que “proporciona a artistas ferramentas para construírem modelos de negócios de sucesso. Como eles mesmo explicam:
“Topspin is a media technology company dedicated to developing leading-edge marketing software and services that help artists and their partners build businesses and brands. We help artists manage their catalogs, connect with fans, and generate demand for music.”
Ame-o, odeio-o, seja ele um gênio, ou um palhaço qualquer, o cara ta buscando fazer algo, mudar um sistema que ninguém (ok, umas 50 pessoas no máximo) acredita mais. Um sistema que reluta em se atualizar como de novo aponta, Trent:
“Anyone who’s an executive at a record label does not understand what the internet is, how it works, how people use it, how fans and consumers interact — no idea,” he declares. “I’m surprised they know how to use e-mail. They have built a business around selling plastic discs, and nobody wants plastic discs anymore.”
É assim que Trent Michael Reznor, começou uma revolução. Nunca sozinho, sempre tendo 2 fiéis e incomparáveis parceiros, o fã como um consultor, pensador, e criador de conteúdo e claro a internet e as mídias digitais. Trent Reznor é hoje o músico mais transmidiático ou panmidiático do mundo.
Nesta resposta, Reznor da dicas para bandas que querem usar a internet para divulgar seu trabalho e fala sobre seu aplicativo para Iphone:
Poucos mais de um ano atrás todo mundo falava da idéia ‘maluca’ da banda Radiohead sobre disponibilizar seu cd via internet, gratuitamente, aceitando doações apenas.
Uma extensa análise fora agora realizada acerca da estratégia adotada, e descobriu-se que, na verdade, a ação rendeu muito mais lucros para a banda do que os dois cds anteriores ao In Rainbows.
Fãs compraram 1.75 milhões de cds In Rainbows, enquanto o albúm de 2001, Amnesiac e o de 2003, Hail To The Thief, venderam 900,000 and 990,000 cds, respectivamente. - Dados extraídos do site Music Ally -.
Além das vendas terem sido maiores - e as doações não foram pequenas -, a repartição dos lucros foram menores; já que o empreendimento da banda não foi mediado por nenhum selo. O resultado foi de que os lucros obtidos, foram superiores à soma dos dois lucros dos cds Amnesiac e Hail To The Thief.
E não somente estamos falando de lucros imediatos: a banda pode montar um excelente banco de dados com as informações das localizações dos fãs; assim, já traçando uma excelente rota para sua próxima tour.
Musinaut esta trazendo uma nova experiência para música através da redefinição de como músicos gravam suas faixas e como os ouvintes podem parcialmente customizá-las ao seu gosto pessoal. Artistas podem gravar músicas no formato MXP4 como “skins” adicionadas, essas contém modificações extras, como por exemplo, mais harmonia, beats, baixos, etc. Ouvintes podem escolher como querem ouvir a musica através de uma widget ou usando o do player da musicnaut. Faixas podem atingir uma audiência maior e artistas podem adicionar vários novos estilos para musica original, versões jazzísticas por exemplo. Os Arquivos MXP4 vão ser liberados de graça para se tocar editar e criar até o dia 31 de dezembro, a partir dai os amantes da musica precisaram desembolsar a bagatela de 400 dólares para o Musinaut MXP4 Creator
A banda que nos trouxe sua música para ser baixada gratuitamente - pedindo apenas doações em troca - agora lança um clipe que não utilizou câmeras ou luzes para ser feito. Todas as imagens foram captadas em formas de dados, utilizando sensores de lazer e de infravermelho. O espectador pode alterar o ângulo da visualização e o seu tipo.
O clipe está disponível nesse link, que também serve para demonstrar mais um aplicativo da Google.
O PANMEDIA LAB é o laboratório da ESPM de pesquisas e análises em mídias, entretenimento, design e intervenções artísticas (daí o acrônimo p.an. m.e.d.i.a.). Assim, dedica-se às investigações em torno das inovações e dos usos das tecnologias relacionadas ao universo da comunicação, do design, do entretenimento e das artes midiáticas. Temas como propaganda e marketing digital, consumo, linguagens e identidades na cibercultura, digital trash, blogosfera e games são, assim, alguns dos objetos que este laboratório investiga, entendendo-os como elementos que compõem a complexa e dinâmica cultura midiática contemporânea.
O laboratório é formado por alunos e professores da ESPM-RJ, dirigido pelos professores Dr. Vinícius Andrade Pereira e Ms.a. Andrea Hecksher.