Com o boom! Das mídias sociais, muitas empresas, bandas, produtos, filmes, o que for… imediatamente começaram a participar, pois era aquilo que impulsionaria suas vendas, divulgaria sua marca, a aproximaria do consumidor e tudo isso por um custo zero, era uma situação win-win não poderia ter perdas. Agora, com a chegada de pesquisas e resultados, essas marcas começaram a perceber: mas essas redes sociais não adiantam em nada! Tenho 50 mil amigos mas minhas vendas não aumentaram, ninguém vai nos meus shows, meus filmes não tiveram aumento na bilheteria… O que aconteceu? Não era um negócio certo?
Quem talvez tenha a resposta para o problema, é o guru do marketing (e não é o Kotler) Seth Godin. Para ele, o problema é que as redes sociais destas marcas não são reais. Na internet, as interações com amigos e fãs, devem ser baseadas em sinceridade, se não o “relacionamento” não irá a lugar nenhum. Oferecer, a seus amigos, uma oportunidade de, por exemplo, serem os primeiros a verem o seu novo produto ou se não um corte seco do seu próximo filme, parte de uma música ainda inacabada, irá provavelmente trazer eles mais perto de você do que um simples email semanal, o chamando para seu show, o anunciando a promoção de seu produto… Isso só ira perturbar mais ainda o seu cliente.
Neste filme de 2 minutos, Godin nos lembra disso tudo. As redes sociais só são importantes quando são verdadeiras, se não, viram uma distração completamente inútil.
Fiquei surpreso ao ver minha foto misturada ao vídeo do jogo, e depois várias fotos de amigos e informações pessoais, tudo com muita coerência ao propósito do jogo.
Isso só é possível devido à cultura open-source que chegou as redes sociais. Através da abertura das redes sociais é possível utilizar informações valiosas para integrar como outras e criar novos serviços.
Os grandes players (API do Facebook, Flickr, Google, Hi5, Orkut, Twitter) de redes sociais já abriram sua base, agora fica por conta de sua criatividade de como utilizar.
Além do tipo de informação que você quer, o que determina qual rede utilizar são os fatores geográficos, como mostra este gráfico.
É por esta e outras razões<en> que o Google está preocupado com o Facebook, e não com a Microsoft.
Reproduzo, abaixo, a íntegra de um post do “carnet de notes” do meu amigo e colega da UFBa, Andre Lemos. Excelente!
“Sobre o Twitter já postei aqui e aqui, entre outros. Muitos comentários no próprio Twitter e vários artigos aparecem aqui e acolá. A partir do último texto do S. Johnson no NYT e do In defense of Twitter” no BLDG Blog de Geoff Manaugh, deixo aqui alguns pensamentos, no estilo Twitter, sobre o Twitter em meio a uma virose que me derruba:
- Twitter não é como um Moleskine, para notas pessoais, em segredo,
- É rede social. Pequenos fragmentos de pensamentos ou notas banais para tocar a si mesmo e ao outro.
- Ninguém entende no começo para que serve, depois todos entendem e adoram. Assim como a banalidade e a frivolidade do quotidiano.
- É ferramenta de “mindcasting” ou de “seed of an idea” (Jay Rosen da NYU). Idéias podem germinar em aulas, blogs, livros, artigos…
- É um “ambient awareness” (Clive Thompson).
- Serve para ampliar espacialmente a conversação de qualquer coisa. Vejam o uso das “hashtags”, tipo “#qualquercoisa” (inventadas pelos usuários, assim como o “@” para se referir a algum twitter)
- É um instrumento que ajuda a criar e reforçar o capital social. Me sinto próximo de pessoas distantes e sinto que elas se aproximam de mim.
- É um ótimo instrumento para receber drops de informações, linkadas ou não em micro URLS.
- Um “quick work in progress”. Para passar e guardar sentimentos ou pensamentos como haikais!
- É um “lugar” para desabafos, tipo #prontofalei, para narcisismo e construção de subjetividade.
- Instrumento para novas formas artísticas ainda pouco exploradas - micro-contos, haikais, poesia…
- Cria uma temporalidade de micro-ações em micro-pensamentos, micro-sentimentos, micro-comentários, micro-informações…
- Buracos negros da informação, da sociabilidade e do desabafo: alta densidade em poucos caracteres.
- São os aforismos da era da cibercultura. Nano-posts condensando o mundo.
- Prova de que small is beatiful e que menos pode ser mais?
- O twitter só faz sentido em um mundo de abundância, onde o micro se destaca do macro. Onde há o macro, busque o micro, onde há o micro, busque o macro!
Fazendo sequência ao post abaixo, proposto pelo Tomás, vejam um mapa das redes sociais proposto pelo blog http://www.vincos.it
(via Raquel Recuero by twitter @raquelrecuero)
O artigo é bem interessante e vai abordando desde o surgimento desse fenômeno lá na década de 50 com o “Phone phreaking”, até o que vem por ai com o Google Waves.
O PANMEDIA LAB é o laboratório da ESPM de pesquisas e análises em mídias, entretenimento, design e intervenções artísticas (daí o acrônimo p.an. m.e.d.i.a.). Assim, dedica-se às investigações em torno das inovações e dos usos das tecnologias relacionadas ao universo da comunicação, do design, do entretenimento e das artes midiáticas. Temas como propaganda e marketing digital, consumo, linguagens e identidades na cibercultura, digital trash, blogosfera e games são, assim, alguns dos objetos que este laboratório investiga, entendendo-os como elementos que compõem a complexa e dinâmica cultura midiática contemporânea.
O laboratório é formado por alunos e professores da ESPM-RJ, dirigido pelos professores Dr. Vinícius Andrade Pereira e Ms.a. Andrea Hecksher.